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A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Abetarda
Sabia que...
O nome abetarda significa ave lenta e pesada que tarda em levantar voo.


Uma ave de grande porte, incluída ecologicamente nas denominadas aves estepárias. O macho da Abetarda, com os seus 16 quilos de peso é a maior ave voadora da Europa. Os machos destas aves possuem uma plumagem vistosa em tons de castanho-avermelhado, branco e cinza-azulado. As fêmeas possuem uma plumagem menos colorida, que lhes permite permanecerem escondidas no meio da erva alta. Nidificam no solo e os pintos nascem já com penas e com capacidade de seguir os progenitores. São gregários a maior todo o ano, ocorrendo em bandos com algumas dezena de aves. Durante o acasalamento os machos juntam-se em arenas, inflam o peito e reviram as asas e a cauda, exibindo uma plumagem branca, extremamente conspícua, que usam atrair as fêmeas.


Onde vive?
Vive em meios agrícolas abertos, sem arbustos e com árvores escassas ou ausentes. Mosaicos de cereal de sequeiro, leguminosas, restolhos, pastagens e pousios.

Onde observar a Abetarda?
Ocorre quase exclusivamente na planície alentejana, onde pode ser observada em determinadas zonas desarborizadas. É mais abundante nas IBA’s de Castro Verde, Mourão/Moura/Barrancos, e Vila Fernando/Veiros.

O que come?

Os adultos são principalmente herbívoros, consumindo folhas tenras, rebentos, flores e também algumas sementes. Os pintos alimentam-se numa primeira fase de insectos e outros invertebrados do solo, e com o crescimento passam gradualmente para uma alimentação vegetal.

Quando podem ser observados?
Durante todo o ano em certos locais tradicionais.

Ameaças?
As principais ameaças para a Abetarda estão relacionadas com a alteração do uso do solo e com a mortalidade de aves por causas não naturais. Na primeira ordem de factores, a intensificação agrícola é particularmente grave, devido à substituição em larga escala dos mosaicos extensivos por regadio e culturas permanentes. Também o abandono dos campos, traduzido na florestação de terras agrícolas, faz desaparecer largas áreas do habitat desta espécie. Na segunda ordem de factores, a mortalidade causada por colisão com cabos de transporte de electricidade e a caça furtiva são localmente muito negativos. Se não for invertida a tendência actual de florestação e intensificação do uso do solo no Alentejo e corrigidos os troços mais negros da rede eléctrica nacional, a curto prazo a Abetarda será levada para a extinção.

Estatuto de conservação?
A Abetarda sofreu um declínio acentuado desde o século XIX, tendo-se extinguido em muitos países da Europa. Nesta região, onde ocorre mais de 50% da população global, apenas cinco países detêm mais de 90% dos efectivos: Espanha, Rússia, Portugal, Hungria e Turquia. Dentro da União Europeia, as maiores populações encontram-se em Espanha e em Portugal, existindo ainda populações relíquia em vários países Centro Europeus. Em Portugal é classificado como espécie Em Perigo.



Distribuição da Abetarda em Portugal


Foto: Abetarda © Gabriel Serra



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